Os primeiros dias foram intensos.
Planos rabiscados em guardanapos, brainstorms madrugada adentro, cafés que viravam reuniões e reuniões que terminavam em beijos.
Era impossível separar o desejo da estratégia, a paixão do planejamento.
Mas, pela primeira vez, isso não era um problema.
Era a força.
Ela trazia a visão, a liderança, a clareza de quem sabia construir estruturas sólidas.
Ele trazia a criatividade, a disponibilidade, a coragem de arriscar sem medo de rollback.
Juntos, eram arquitetura e execução.
Design e deploy.
Estratégia e entrega.
— Você percebe? — ela disse, certa noite, olhando para o quadro branco cheio de fluxos e setas.
— O quê? — ele perguntou, ainda com a caneta na mão.
— Que agora não existe mais ambiente de teste. É produção. E é nosso.
Ele se aproximou, apagou uma linha do quadro e escreveu em letras grandes:
“Sistema impossível de quebrar.”
Ela sorriu.
Não pelo que ele escreveu, mas pelo que significava.
Porque, pela primeira vez, não estavam apenas sobrevivendo ao desejo.
Estavam construindo algo que unia paixão e propósito.
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