Ela passou semanas em silêncio, mergulhada em reuniões, viagens e conquistas.
Mas, por dentro, algo não compilava.
O sucesso era real, os elogios constantes, mas o vazio persistia.
Porque, no fundo, ela sabia: nenhum deploy profissional preenchia a ausência dele.
Numa noite de domingo, sozinha em casa, abriu o notebook.
Não para revisar relatórios, mas para escrever.
Linhas soltas, como commits de uma decisão que amadurecia:
"Preciso de algo que seja meu. Preciso dele ao meu lado. Preciso construir um sistema que não dependa de ninguém além de nós."
Na segunda-feira, ela o procurou.
Ele estava diferente, mais inteiro, mais estável, mas ainda com aquele olhar que a desmontava.
— Eu tomei uma decisão — ela disse, firme, mas com o coração acelerado.
— Qual decisão? — ele perguntou, tentando decifrar o código nos olhos dela.
— Você é mais importante que a carreira. Quero criar algo nosso. Uma empresa. Um projeto. Uma vida. E quero você como sócio. Nos negócios e em tudo.
Ele não hesitou.
Não pediu tempo, não pediu detalhes.
Apenas sorriu, como quem finalmente encontra o endpoint certo.
— Eu pulo de cabeça. Sempre.
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