Ele, por sua vez, enfrentava o vazio de não ter mais a rotina dela como centro.
Os dias pareciam longos demais, e a tentação de esperar por uma mensagem era constante.
Mas, aos poucos, percebeu que precisava rodar em outro ambiente.
Começou a se reconectar com antigos amigos, retomou hobbies esquecidos, buscou cursos que sempre adiara.
No início, tudo parecia forçado, como scripts mal escritos.
Mas, com o tempo, foi encontrando prazer em pequenas vitórias: terminar um livro, cozinhar algo novo, aprender uma linguagem de programação que sempre quis dominar.
Ele ainda pensava nela, claro.
Mas agora, em vez de esperar, construía.
Era como se estivesse criando uma nova versão de si mesmo, mais estável, mais independente.
Comentários
Postar um comentário