Ela mergulhou no trabalho como quem recompila um sistema inteiro.
As primeiras semanas foram difíceis: a mente ainda rodava processos em paralelo, lembrando dele em cada silêncio, em cada café. Mas, pouco a pouco, ela foi retomando o controle.
Reorganizou a equipe, revisou fluxos, delegou tarefas.
Descobriu que podia ser líder sem se perder, que podia inspirar sem precisar carregar tudo sozinha.
E, no meio disso, começou a olhar para si mesma com mais clareza.
À noite, em vez de se perder em mensagens não enviadas, escrevia em um caderno.
Não sobre ele, mas sobre ela.
Sobre o que queria construir, sobre os sonhos que havia deixado em backlog.
Era doloroso, mas também libertador.
Comentários
Postar um comentário