O sucesso dela começava a ser questionado.
Pequenos erros em relatórios, atrasos em reuniões, decisões menos precisas.
Nada grave, mas suficiente para levantar sobrancelhas.
Ele, por sua vez, começava a sentir o peso de não ter mais nada além dela.
O tempo livre, antes doce, agora era amargo.
Esperar por ela era prazer e tortura ao mesmo tempo.
— Você está me consumindo — ela disse, certa noite, com lágrimas nos olhos.
— E você é tudo que eu tenho — ele respondeu, com a voz embargada.
O silêncio que se seguiu foi pesado.
Porque ambos sabiam: o sistema estava em gargalo.
O desejo, antes combustível, agora era sobrecarga.
E se não encontrassem um novo balanceamento, o risco de colapso era real.
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