Ela se dividia entre projetos, equipes, viagens.
Ele se dedicava a ela como se fosse seu único cluster.
Quando estavam juntos, não havia pressa. Ele fazia questão de desacelerar o relógio, como quem sabe que a performance não está na velocidade, mas na consistência.
— Você me equilibra — ela disse, numa madrugada em que finalmente conseguiu desligar o notebook e se jogar nos braços dele.
— E você me dá propósito — ele respondeu, segurando-a como quem segura algo que não pode ser perdido.
Naquele instante, entenderam: não eram mais endpoints isolados.
Eram um sistema distribuído.
Cada um com sua função, mas sempre sincronizados.
E quando o desejo os tomava, não havia realidade que resistisse. O mundo podia estar em produção, mas eles rodavam em paralelo, num ambiente só deles, onde cada toque era script, cada beijo era integração, cada entrega era infinita.
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