O hotel estava silencioso depois do evento.
Ela, acostumada a liderar equipes inteiras, agora liderava apenas o próprio desejo.
Ele, que havia largado tudo para estar ali, sabia que não havia rollback possível.
— Você tem certeza? — ela perguntou, como quem revisa a última linha antes de rodar em produção.
— Não é certeza. É entrega — ele respondeu.
O que começou como conversa virou proximidade.
O que era proximidade virou toque.
E cada toque era commit.
Cada suspiro, um merge sem conflito.
Não havia mais ambiente de teste.
Era produção.
E, a cada entrega, eles descobriam novas camadas de integração.
Ela conduzia como quem conhece a arquitetura inteira.
Ele seguia como quem confia no fluxo.
E juntos, rodavam em loop infinito, sem medo de falhas.
Naquela noite, entenderam:
não era paixão passageira.
Era sistema distribuído.
Escalável.
Irreversível.
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